Mostrando postagens com marcador família. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador família. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Invasão de Domicílio

Invasão de Domicílio
(Breaking and Entering, 2006)


Direção: Anthony Minghella
Gênero: Drama
Duração: 120 minutos
Elenco: Jude Law, Juliette Binoche, Robin Wright Penn, Martin Freeman, Ray Winstone, Vera Farmiga, Rafi Gavron.



Sinopse:

Will (Jude Law) e seu amigo Sandy (Martin Freeman) têm uma próspera firma de arquitetura paisagista e recentemente mudaram-se para a região de King's Cross, o centro da mais ambiciosa regeneração urbana da Europa. Seu escritório, de tecnologia avançada, atrai constantemente a atenção de ladrões locais e Will, farto depois de mais uma invasão, persegue um dos jovens membros da quadrilha, Miro (Rafi Gavron), até o apartamento em que mora com sua mãe Amira (Juliette Binoche), uma refugiada bósnia.

Análise:

Definitivamente um filme brilhante. Várias tramas contadas dentro de um só contexto. Situações distintas formando um leque de dramas pessoais, fazem de "Invasão de Domicílio" uma grande obra do cinema.
Os assuntos abordados são todos polêmicos, e dão muito a descorrer. Refugiados, traição, assalto, redenção, bondade e oportunidades. Todos estes assuntos tratados em uma mescla competênte e inteligente dos produtores do longa. Jude Law em mais uma atuação de gala, não diferente do resto do elenco.
A história começa com sucessivos assaltos a um escritório no subúrbio de Londres. Quando os donos chegam a conclusão de que a polícia não vai fazer nada, eles mesmos resolvem dar um jeito, e assim eles descobrem que o assaltante é um garoto de 15 anos.
A curiosidade leva o dono do escritório até a casa do ladrão, e uma discreta investigação pessoal sobre a vida do mesmo acaba resultando em um envolvimento forte com a mãe do garoto.
A forma com que o personagem repensa toda sua vida até aquele momento, pesando as coisas boas e as que poderiam melhorar em sua vida pessoal, é brilhante. O drama envolvente, misturado a uma tensão no ar, faz da trama cada vez mais interessante e curiosa.
As vidas marcadas dos personagens, misturados a ambientes familiares desconfortáveis, levam a busca por uma nova felicidade a dilemas intermináveis, e a dúvida sobre a presença do amor é constantemente debatida entre as relações.
"Invasão de Domicílio" é um drama envolvente e cheio de reflexões. A família é o fundo do debate implícito, mas os assuntos vão muito além disso. Com certeza vale a pena assistir.


Nota: 8,0

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Powder Blue

Powder Blue
(Powder Blue, 2009)


Direção: Timothy Linh Bui
Gênero: Drama
Duração: 106 minutos
Elenco: Jessica Biel, Ray Liotta, Forest Whitaker, Patrick Swayze, Eddie Redmayne, Lisa Kudrow.



Sinopse:

Rose (Jessica Biel) é uma stripper que, em busca de salvar seu filho de uma doença terminal, acaba tendo sua vida entrelaçada com a de um ex-padre suicida, um ex-condenado e um agente funerário, na noite de Réveillon.

Análise:

"Powder Blue" é um filme que lembra muito "Crash - No Limite". Vidas de pessoas independentes, que se encontram no andar da história, mas sempre com um grau de semelhança.
O filme se embasa em seus personagens, que têm histórias únicas e bem sofridas. Por isso cada um deles têm um papel fundamental na trama, que conta suas histórias e como elas se entrelaçam.
A história de Rose é bastante conturbada. Uma dançarina de streap-tease que tenta ganhar alguns dólares para sobreviver e manter seu filho no hospital. O filho de Rose está em coma e sem prognóstico de recuperação, mas Rose não desiste e é capaz de tudo para ter seu filho de volta.
Jack Doheny é um ex-presidiário que foi solto após vinte e cinco anos, e tudo que ele quer agora é encontrar sua filha e viver seus últimos dias em paz com o mundo. Ao contrário de Charlie, que vive com uma culpa incessante pela morte de sua família, e tenta de todas as formas acabar com a própria vida, mas sem sucesso.
Qwerty Doolittle é um jovem tímido e abandonado, que cuida de um necrotério endividado deixado pelo pai após sua morte. Sempre pressionado a pagar o que deve, e sem coragem de cobrar o que os outros lhe devem.
Esta vasta gama de personagens cheios de sofrimento, mágoas, culpa e falsa esperança, contribui para que a história de "Powder Blue" seja muito boa, demonstrando que as coisas na vida real não são tão simples, e recomeçar pode ser simplesmente impossível para alguns.
O final deixa um pouco a desejar, mas mesmo assim deixa uma chocante mensagem de que, para um final feliz, muitas lágrimas têm de ser derramadas.
Contando com boas atuações dos atores, principalmente de Forest Whitaker, cenas quentes de Jessica Biel, e dramas familiares e internos, "Powder Blue" se encaixa bem entre os grandes dramas desta primeira metade do ano.


Nota: 8,0

terça-feira, 26 de maio de 2009

Anjos da Morte

Anjos da Morte
(The Hamiltons, 2006)


Direção: Mitchell Altieri, Phil Flores
Gênero: Suspense/Drama
Duração: 86 minutos
Elenco: Cory Knauf, Samuel Child, Joseph McKelheer, Mackenzie Firgens, Rebekah Hoyle, Brittany Daniel.




Sinopse:

Os irmãos Hamilton, Francis (Cory Knauf), Wendell (Samuel Child), Darlene (Mackenzie Firgens) e Samantha (Rebekah Hoyle) parecem ser comuns, como qualquer outra família norte-americana, morando numa pequena cidade na Califórnia, lidando com os problemas usuais, ou mesmo os menos usuais, como a recente morte de seus pais. David, o mais velho, assumiu a responsabilidade pela família, enquanto os gêmeos Wendell e Darlene estão agindo de uma forma cada vez mais estranha. O caçula, Francis, descobriu a câmera de vídeo dos pais e é através de seu olhar, por meio dessa filmadora, que descobrimos os elementos perturbadores dos Hamiltons que os classifica como qualquer coisa fora do comum.

Análise:

Este filme tem um grande problema antes de mais nada. Ele deveria ter sido produzido de trás pra frente. O filme conta de forma bastante branda a história de uma família nada comum, que aos poucos vai revelando suas tendências assassinas e cruéis.
Durante muitas vezes o expectador levanta questões sobre que tipo de pessoas são os personagens, mas só mesmo no final descubrimos isso.
O irmão mais novo, Francis, vive com uma câmera de vídeo, filmando sua rotina e do resto da família. Por essas filmagens do garoto, muitas características são reveladas e sua cabeça transtornada vai ficando mais nítida.
No geral eu não gostei muito do filme, mostra o tempo todo a vida da família Hamilton, que seduz as pessoas para depois matá-las em uma mesa de cirurgia improvisada. Tudo isso com o entorno dos problemas internos da família.
Apenas no final do filme o expectador descobre de quem realmente o filme trata, deixando um contraste interessante entre os personagens e o modo que eles são retratados, de forma mais humanizada e com emoções. Infelizmente tais surpresas são guardadas muito para o final, e fica ultrapassada, depois de muito tempo de um filme morno.
A trama é bastante interessante, mas perde muito em qualidade pela forma em que é apresentada. Tenho a impressão que os produtores tentaram fazer o maior suspense possível para revelar a verdadeira identidade da família Hamilton, o que funcionou de certa forma, já que o filme se mostra bastante tenso e incômodo. Entretanto, a falta de variação na história, unida a uma tentativa fraca de dar uma veia dramática para o protagonista, tornam o filme cansativo.
Resumindo, "Anjos da Morte" tem uma boa trama, mas uma sequência ruim, e por isso não é tão bom filme quanto poderia ser.


Nota: 6,5

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Juno

Juno
(Juno, 2007)


Direção: Jason Reitman
Gênero: Drama/Comédia
Duração: 96 minutos
Elenco: Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman, Allison Janney, J.K. Simmons.



Sinopse:

Juno MacGuff (Ellen Page) é uma adolescente confiante e honesta que toma as rédeas de sua vida de uma forma calma e despreocupada ao embarcar em uma emocionante aventura de nove meses a caminho da vida adulta. Esperta e muito peculiar, Juno tem seu próprio ritmo, mas por trás de seu exterior durão, existe uma garota que simplesmente tenta entender as coisas. Até que uma típica tarde entediante torna-se uma aventura quando ela decide transar com o charmoso e discreto Bleeker (Michael Cera). Quando descobre que ficou grávida, Juno bola um plano para encontrar os pais perfeitos para o futuro bebê.

Análise:

A princípio todos imaginam que um filme que trata de gravidez na adolescência vai ser polêmico e debatível, cheio de problemas e questões sociais e culturais. O grande potencial deste filme é que ele consegue tratar um tema tão complicado como esse sem nenhuma das previsões acima. É claro que questões sociais e culturais estão presentes, pois seria impossível não tratar desse assuntos, mas em "Juno", estes problemas são tratados de forma singela e delicada, sem sensacionalismo barato.
A gravidez inesperada da adolescente mostra uma postura cultural diferente no começo. Como a protagonista se considera muito imatura para ter um bebê, ela decide doá-lo para um casal, e a adoção se mostra completamente diferente da forma como é realizada no Brasil, com todos os seus impecílios e burocracias.
Os personagens do filme também são bastante cativantes e divertidos. Juno, com todo o seu jeito esquisitão, até meio masculinizado, diverte os expectadores com seu vocabulário alternativo e sua maneira direta de ser.
Não existe nenhum outro assunto paralelo tratado no filme, ele é exatamente sobre a forma como a garota lida com sua gravidez. A certeza de que não está preparada para ser mãe a faz não contestar se realmente quer doar a criança, mas sem perder a forma perfeccionista de escolher e avaliar os futuros pais.
De uma maneira simples e delicada, "Juno" faz um alerta social, através de um filme divertido, cativante e bastante diferente do convencional.


Nota: 7,5

terça-feira, 12 de maio de 2009

Rain Man

Rain Man
(Rain Man, 1988)


Direção: Barry Levinson
Gênero: Drama
Duração: 133 minutos
Elenco: Dustin Hoffman, Tom Cruise, Valeria Golino, Gerald R. Molen, Bonnie Hunt, Barry Levinson.



Sinopse:

Charles Babbit (Tom Cruise), um jovem vendedor de carros caros, descobre que seu pai, com quem tinha brigado há vários anos, morreu e deixou sua fortuna de três milhões de dólares para um irmão que desconhecia. Raymond (Dustin Hoffman) é autista e, desde criança, está internado em uma clínica. Para conseguir uma parte do dinheiro, Charles tem de levar o irmão para Los Angeles, mas ele se recusa a andar de avião e os dois praticamente cruzam o país de carro. Ao longo do caminho, Charles, que estava apenas interessado no dinheiro e sempre foi um homem frio e calculista, vai se aproximando do irmão e descobrindo suas estranhas habilidades. Oscar de Melhor Direção, Filme, Ator (Hoffman) e Melhor Roteiro Original (Ronald Bass e Bary Morrow).

Análise:

Este é definitivamente um filme espetacular. Um roteiro como nenhum outro, uma direção de arte magnífica, uma trama excepcional, e uma atuação brilhante e imbatível de Dustin Hoffman. "Rain Man" é um filme fácil e difícil de comentar ao mesmo tempo. Isto porque não sei como falar de um filme que, pra mim, tem tudo que um ótimo filme precisa ter.
A leveza com que o diretor trata de um assunto tão delicado como uma doença mental, a forma com que o filme faz do personagem um exemplo de vida, e não um completo idiota, como geralmente acontece, tudo isso aliado a um contexto máximo de uma trama cinematográfica.
O filme mistura drama familiar, drama pessoal, relacionamentos, comédia, tudo de uma maneira impressionante e incontestável.
O roteiro do filme, mesmo não sendo dos primeiros a tratar do assunto, possui características únicas. A maneira como o drama se desenvolve, sem querer passar sentimentalismos baratos ou emoções forçadas ao expectador, o deixam naturalmente belo.
Seus personagens contribuem ainda mais para a essência do filme. Tom Cruise como um cara frio, que só quer o dinheiro que o irmão detém, e depois vai se apaixonando pelas particularidades do mesmo. E Dustin Hoffman... O que dizer de Dustin Hoffman em "Rain Man"? Espetacular? Brilhante? Inigualável? Perfeito? Nada disso é suficiente para suprir uma atuação que venceu o Oscar da categoria naquele ano, e para mim, venceria em todos os anos consecutivos se estivesse concorrendo.
Para facilitar a maneira com que o público lida com o filme, que não trata de um assunto fácil de agradar, elementos humorísticos são colocados na trama. Uma cena clássica de "Rain Man" é quando os irmão vão para Las Vegas jogar cartas. Charles faz a limpa nas mesas, enquanto Raymond conta as cartas de maneira nada discreta.
Um filme literalmente fabuloso, quem não assistiu ainda, precisa assistir. E quem ainda tem preconceito contra filmes mais antigos, este é um ótimo adversário para fazer qualquer um mudar de idéia.


Nota: 10

Quase Irmãos...

Quase Irmãos...
(Step Brothers, 2008)


Direção: Adam McKay
Gênero: Comédia
Duração: 95 minutos
Elenco: Will Ferrell, John C. Reilly, Mary Steenburgen, Adam Scott, Kathryn Hahn, Andrea Savage.



Sinopse:

Brennan Huff (Will Ferrell) é um cara de trinta e nove anos, esporadicamente empregado, e que vive com sua mãe, Nancy (Mary Steenburgen). Dale Doback (John C. Reilly) é um cara de quarenta anos, terminantemente desempregado e que mora com seu pai, Robert(Richard Jenkins). Quando Robert e Nancy se casam e vão morar juntos, Brennan e Dale são forçados a viver como meio-irmãos. À medida em que o narcisismo e a absoluta preguiça ameaçam a separar a nova família, estes dois meninos mimados, imaturos e de meia idade resolvem elaborar um plano insano para reunir seus pais novamente. Para conseguir isso, eles precisam criar um improvável vínculo que talvez, mas só talvez, finalmente os colocará para fora de casa.

Análise:

Este é mais um filme dirigido pelos produtores de "Ricky Bobby: A Toda Velocidade" e "Superbad - É Hoje". Da mesma maneira que os anteriores, este filme é hilário e muito divertido. Will Ferrell se arrisca mais uma vez como roteirista, e consegue mais um ponto. Geralmente as comédias do ator são boas opções para morrermos de rir, com algumas excessões que não chegam a tanto, como "Semi-Pro" e "O Âncora".
Na história de "Quase Irmãos...", dois homens de meia idade, com cabeça e ações de uma verdadeira criança, acabam se unindo em um mesmo lar após o casamento dos pais. Porém, como na maioria das crianças, ciúmes, birras, manhas e discussões começam a aparecer a medida que os dois descobrem que se odeiam cada dia mais.
Só pelas atuações dos atores, como crianças mimadas de quarenta anos, já valeriam por todo o filme, mas os acontecimentos que os dois proporcionam são anormalmente engraçados.
Pra resumir um pouco, além do que já foi falado, os dois ainda são mimados, sonâmbulos, folgados e provocadores. E estes ingredientes tornam as brigas entre os dois motivos de ótimas gargalhadas.
O filme têm alguns problemas também, por isso talvez algumas pessoas não devem acha-lo tão engraçado quanto mereça. Isto porque ele usa muito de humor negro, sarcasmo, piadas culturais, e muito tradicionalismo americano, que nem todos os países entendem bem como a pátria do filme. Além de ter um humor espalhado, ou seja, entre uma cena e outra engraçada, muita paradeira.
Independente disso, o humor de "Quase Irmãos..." é fora do normal, muito bom e de matar de rir. Vale a pena correr o risco, mesmo pra quem não coloque tanta fé nesta comédia hilária, com atuações de outro mundo de Will Ferrel e John C. Reilly.


Nota: 8,0

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O Casamento de Rachel


O Casamento de Rachel
(Rachel Getting Married, 2008)


Direção: Jonathan Demme
Gênero: Drama
Duração: 113 minutos
Elenco: Anne Hathaway, Rosemarie DeWitt, Mather Zickel, Bill Irwin, Debra Winge.


Sinopse:

Kym (Anne Hathaway) é uma jovem problemática e recém saída de uma clínica de reabilitação para viciados. Com o casamento de sua irmã Rachel (Rosemarie DeWitt) já em seus preparativos, os problemas pessoais da personagem se misturam ao ambiente de felicidade e orgulho da família das duas.
Com um sentimento de culpa guardado pela morte de seu irmão mais novo, Kym não consegue se considerar uma pessoa normal depois da reabilitação, e mantém uma impressão de que todos estão contra ou com pena dela. A capacidade extrema de Kym em dramatizar qualquer situação e deixar o ambiente constrangedor irá fazer com que o casamento de Rachel seja uma mistura de felicidade e agonia.

Análise:

Bem, pra falar a verdade nunca gostei muito dos filmes da Anne Hathaway. Com excessão de O Diabo Veste Prada, que achei divertido, nunca a conseiderei uma peça fundamental em um bom elenco. Confesso que a interpretação da atriz em O Casamento de Rachel é digna de uma atriz de primeira, mas isso não faz do filme em sí, bom.
Fazendo uma análise primária bastante superficial, o filme é meio cansativo, com situações intermináveis de uma mesma coisa. Como no episódio em que a família se reúne em volta da mesa de jantar para fazer discursos para os noivos. Enquanto as dezenas de membros da família não terminam seus discursos pedantes e dignos de Fidel Castro, a cena não acaba.
O assunto tratado no filme é interessante, e bem retratado pelas atitudes e postura sarcástica da atriz, que interpreta uma ex-viciada em drogas que se considera culpada pela morte de seu irmão mais novo. Mas o excessivo complexo de culpa e de inferioridade da personagem a tornam diversas vezes chata. Tanto que, em determinadas cenas do filme, eu tive vontade que ele terminasse ali mesmo.
Os pontos positivos de O Casamento de Rachel ficam por conta da grande atuação de Anne Hathaway e do assunto tratado, que é tão comum entre jovens americanos. Fora isso, encarei o filme como uma sequência de acontecimentos monótonos e muitas vezes sem emoção alguma. Considero um filme mediano, com potencial para ser um drama familiar bem fraco, girando em torno dos preparativos de um casamento.


Nota: 7,0