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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Kung Fu Panda

Kung Fu Panda
(Kung Fu Panda, 2008)


Direção: Mark Osborne, John Stevenson
Gênero: Animação
Duração: 92 minutos
Elenco: Vozes de Jackie Chan, Jack Black, Dustin Hoffman, Lucy Liu, Ian McShane, Angelina Jolie e David Cross.



Sinopse:

O irreverente e preguiçoso panda chamado Po (Jack Black) é o único capaz de salvar o Vale da Paz do vilão Tai Lung (McShane), um poderoso leopardo das neves. Com os ensinamentos de Shifu (Dustin Hoffman), Po se torna um grande mestre do Kung Fu, à semelhança do Mestre Macaco (Jackie Chan), um exímio guerreiro que é tudo o que o panda quer ser.

Análise:

Finalmente eu assisti "Kung Fu Panda". Depois de mais de um ano de seu lançamento, e várias oportunidades de vê-lo, a tv a cabo foi a responsável por esta agradável distração na minha vida.
O filme é bastante divertido, e o personagem muito engraçado e cativante. O kung fu é apenas o plano de fundo para a apresentação e segmentação do protagonista, que antes de se tornar o suposto "Guerreiro do Dragão" era apenas um garçom e cozinheiro que trabalhava em uma banca de macarrão com seu pai, que por sinal é um pato.
Depois de ser escolhido por acaso para se tornar o novo guerreiro lendário, Po se junta ao quinteto fantástico de lutadores, formado por um louva-deus, uma cobra, uma garça, um macaco e uma tigresa, todos eles duvidando de seu potencial. Isto principalmente ao seu físico nada propício e seus conhecimentos medíocres da arte do kung fu.
A história é basicamente essa, o treinamento desastroso do Panda Po, até sua batalha final com o grande vilão Tai Lung, um tigre e melhor discípulo do mestre Shifu no passado. Mesmo sem grandes variações na trama, a animação é muito divertida, e consegue ser agradável para crianças e adultos, principalmente por ser simples na fórmula.
Depois de tanto tempo para ver "Kung Fu Panda", o que eu posso dizer pra quem ainda não assistiu é que não sabem o que estão perdendo. Um filme bastante engraçado divertido, que arranca boas gargalhadas.


Nota: 7,5

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Street Fighter: A Lenda de Chun-Li

Street Fighter: A Lenda de Chun-Li
(Street Fighter: The Legend of Chun-Li, 2009)


Direção: Andrzej Bartkowiak
Gênero: Ação
Duração: 97 minutos
Elenco: Kristin Kreuk, Michael Clarke Duncan, Moon Bloodgood, Neal McDonough, Chris Klein.



Sinopse:

Após o rapto de seu pai por uma organização criminosa chamada Shadaloo, Chun-Li (Kristin Kreuk) alimenta um desejo de vingança interno pelo líder da organização, o temido M. Bison (Neal McDonough). Com o passar dos anos ela inicia um treinamento intensivo em artes marciais e se infiltra como uma cidadã comum de Bangkok para tentar se aproximar da organização e reaver seu pai depois de tantos anos.

Análise:

Eu fico impressionado de ver como saem tantas adaptações para cinema de super heróis como Homem de Ferro, Homem Aranha, Batman, seja lá qual for é sempre muito bem feita. Pode não ter uma grande história, mas os efeitos são sempre ótimos e os filmes não devem nada em emoção. Acho que isso é mérito da Marvel, que detém os super heróis mais famosos também nas telonas. Mas voltando ao motivo que me deixa impressionado, é exatamente o porque os produtores não conseguem fazer um longa decente para Street Fighter, que é talvez o clássico dos vídeo-games mais famoso de todos os tempos.
A principio podemos nos deixar enganar por um elenco relativamente bom, com nomes importantes no cenário de Hollywood como Michael Clarke Duncan e Chris Klein. Mas nem o elenco melhor escolhido consegue salvar o segundo desastre cinematográfico da série Street Fighter.
A falta de capricho na história e na produção do filme conseguiu montar uma mistura de busca de vingança com gênero policial terrivelmente estruturado. E só para piorar, alguns toques de fantasia e magia completam o gênero do filme, que não consegue ser bom em nenhum deles.
Mesmo para quem conhece e gosta do jogo, o longa não têm muitos atrativos além de poucos personagens muito mal caracterizados, como no caso de Vega, que, mesmo aparecendo muito pouco durante a trama, surge como um ogro oriental de voz macabra, e não como o tradicional e esguio espanhol de leveza incomparável do jogo. Acho que faltou para os produtores um aprofundamento maior nos personagens do game.
A trama também é muito fraca, digna de filmes de baixo orçamento. Saltos sobre prédios com piruetas exageradas e sem necessidade, além de pousos perfeitos, mesmo depois de saltar de um prédio de quatro andares.
Para os fãs do game que imaginam uma boa surpresa, ficam as lamentações e o adiantamento que este não ganha em nada do último Street Fighter com Jean-Claude Van Damme e companhia.


Nota: 4,0

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Dragonball Evolution

Dragonball Evolution
(Dragonball Evolution, 2009)


Direção: James Wong
Gênero: Ação/Ficção
Duração: 84 minutos
Elenco: Justin Chatwin, Joon Park, Jamie Chung, Emmy Rossum, James Marsters, Randall Duk Kim.



Sinopse:

A questão de Goku, nada menos que o destino do mundo, começa de forma inocente, no quintal da casa de seu avô Gohan, que treina o jovem em movimentos exóticos das artes marciais. É o aniversário de 18 anos de Goku, e Gohan presenteia o neto com uma esfera do dragão, uma bola pequena com a superfície macia e perolada, porém translúcida e leitosa, de modo a ter profundidade. Quatro estrelas flutuam dentro da bola. Só existem no mundo outras seis iguais a ela, e sabe-se que as sete esferas do dragão juntas garantem a quem as possuir a realização perfeita de um desejo.

Análise:

Nem sei muito o que dizer a respeito desse filme. Decidi assisti-lo por mera curiosidade, já que algumas vezes eu havia visto o desenho. Mas foi uma decepção completa. De certa forma, os produtores conseguiram colocar em um filme de pouco mais de uma hora, uma história contada ao longo de mais de três anos de duração no desenho animado. Daí já podemos imaginar que o resultado não poderia ser dos melhores.
Nunca fui muito fã de Dragonball, mas sei o suficiente para conhecer alguns personagens e a base da história sobre o poder das esferas do dragão. Por isso posso dizer que, mesmo para os fãs mais assíduos do desenho animado, este filme vai ser uma grande decepção. Os personagens fogem de suas características, e Piccolo, o grande vilão verde do desenho, não passa de um "O Máscara" neste filme. Outra coisa que eu não entendi muito bem foi o porque de todos os personagens serem orientais, com excessão do protagonista Goku, que é um legítimo americano na aparência. Isto porque no desenho ele também têm os olhos puxados.
As lutas são muito ruins, e dignas de risos, a história é contada de maneira corrida e sem emoção alguma, além do filme se resumir a poucos personagens da série, contando a história desde o treinamento de Goku, até seu poder mais desenvolvido em pouco tempo. No desenho animado, isto deve ter levado aproximadamente dois anos.
Resumindo, o filme é bastante fraco, sem nenhuma movimentação positiva e com a caracterização ruim. Os personagens não são muito carismáticos, e o filme acaba se afogando em seus próprios erros de contexto. Mas de qualquer maneira, é só aguardar uns anos que este também concorre a próximo filme de Tela Quente.


Nota: 3,0

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Lutador

O Lutador
(The Wrestler, 2008)


Direção: Darren Aronofsky
Gênero: Drama
Duração: 114 minutos
Elenco: Mickey Rourke, Evan Rachel Wood, Marisa Tomei, Mark Margolis.



Sinopse:

Randy "The Ram" Robinson (Mickey Rourke) é um bem-sucedido pugilista nos anos 80 que é impedido de lutar depois de sofrer um ataque cardíaco. Assim, ele consegue um emprego em um restaurante, passa a morar com uma stripper e tenta se tornar amigo do filho dela, mas não consegue resistir a vontade de retornar à antiga carreira, mesmo sabendo que isso oferece riscos a sua saúde.

Análise:

Com certeza Mickey Rourke deve estar agradecendo até agora por ter sido chamado para estrelar este brilhante filme. Depois de muito tempo em baixa, fazendo filmes medianos e sem muita divulgação, Rourke voltou às alturas com O Lutador, que lhe rendeu vários prêmios por vários festivais.
Não se engane com o título, apesar dele, este filme não tem nada a ver com Bruce Lee, Jack Chan ou qualquer coisa do gênero. Ele é literalmente um drama pessoal.
Passando por várias dificuldades na vida, Randy ganha seu dinheiro fazendo o que sabe de melhor, luta livre. Problemas de relacionamento com sua filha, uma vida miserável em um trailer e tendo como sua única companhia e amiga, uma prostituta paga, a vida do personagem fica ainda pior. A questão do ataque cardíaco dá um tom ainda mais dramático a história. Será que vale a pena arriscar a própria vida para continuar fazendo o que gosta? Este assunto é abordado de maneira brilhante durante o filme, que emociona o expectador que se entrega a vida de um esforçado e dedicado lutador que só quer ter o perdão e reaproximar-se de sua filha.
Provavelmente nem todos irão gostar de O Lutador como eu. Talvez por ter alguns quesitos de filmes independentes e um final completamente vago e reflexivo, que não costuma agradar a todos. Quem quiser arriscar tem o meu incentivo.


Nota: 8,5