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sábado, 2 de maio de 2009

As Duas Faces da Lei

As Duas Faces da Lei
(Righteous Kill, 2008)


Direção: Jon Avnet
Gênero: Policial
Duração: 100 minutos
Elenco: Robert De Niro, Al Pacino, Carla Gugino, Donnie Wahlberg, 50 Cent.




Sinopse:

Após 30 anos como parceiros no Departamento de Polícia de Nova York, os condecorados detetives David Fisk e Thomas Cowan deveriam estar aposentados, mas não estão. Eles são chamados para investigar o assassinato de um conhecido cafetão, que parece ter ligação com um caso envolvido com eles há alguns anos atrás. Como no crime original a vítima é um criminoso suspeito, cujo corpo foi encontrado junto a um poema que justifica o assassinato. Quando outros crimes do tipo acontecem fica nítido que eles estão às voltas com um serial killer. As semelhanças entre as mortes recentes e os casos passados levantam ainda a possibilidade das pessoas erradas terem sido presas devido ao caso.

Análise:

Este é um daqueles filmes que fica devendo pelo excesso de estrelas no elenco. A primeira coisa que eu pensei quando vi a capa de um filme com Robert De Niro e Al Pacino é que não tinha erro, com certeza o filme iria ser ótimo. Pois não foi bem assim.
As Duas Faces da Lei é um filme bom, mas não passa disso. O roteiro deixa muito a desejar perto de seu elenco estrelar. Tenho que confessar que a trama é envolvente, e aguça o senso de detetive de qualquer pessoa que assista ao filme, mas peca em muitos clichês de filmes policiais. Nem mesmo os dois atores galáticos estiveram em alta. Suas atuações foram compatíveis com o filme; boas.
A história trata de investigações, corrupção, serial killers e outros possíveis assassinatos. Tudo muito bem mascarado para deixar o expectador com várias dúvidas e palpites durante o transcorrer do filme. Mas infelizmente ele não foge muito a qualquer outro filme policial comum, com uma trama regular.
Provavelmente este filme será uma aposta certa pra muita gente, exatamente pelo fato de ele não sair muito do normal em filmes do gênero, sendo mais fácil de agradar a quem já está habituado. E mesmo sendo um filme sem nada a oferecer além do normal, continua sendo um bom. Na minha opinião, vale a pena assistir.


Nota: 7,5

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Força Policial

Força Policial
(Pride and Glory, 2008)


Direção: Gavin O'Connor
Gênero: Drama/Policial
Duração: 125 minutos
Elenco: Edward Norton, Colin Farrell, Jon Voight, Noah Emmerich.




Sinopse:

Uma família de policiais de Nova York é abalada quando Ray Tierney (Edward Norton) descobre uma denúncia de corrupção envolvendo seu cunhado Jimmy Egan (Colin Farrell). As revelações sobre o caso irão mudar não somente a vida dessa família, mas também de todo o departamento de polícia da cidade.

Análise:

O filme é mais profundo que os filmes policiais convencionais. O envolvimento familiar, misturado ao ambiente de trabalho dentro da polícia mexe com os personagens e na maneira como eles vão agir nessa boa obra de Gavin O'Connor.
Além do pai, que é o mais dedicado ao departamento de polícia, os irmãos Francis Tierney, Jr. e Ray Tierney também são profissionais da polícia de Nova Iorque. O primeiro deles já ocupando um cargo importante na hierarquia da polícia, enquanto o segundo esteve afastado por um tempo.
Uma investigação sobre tráfico de drogas mostra muitos problemas internos dentro da delegacia, e Ray, que acompanha as investigações por fora acaba descobrindo muitos desajustes, corrupção e tortura envolvendo seu cunhado, que também é policial. Isto tudo, possivelmente acobertado por seu irmão.
Os conflitos familiares são presentes em Força Policial, confrontando o certo do conveniente, e colocando as vidas de todos em perigo. A postura final, a do pai, é polêmica, e deixa a cabeça de Ray ainda mais confusa quanto a todos os acontecimentos.
Com uma ótima atuação de Edward Norton, considero Força Policial um filme bom. Policial e drama ao mesmo tempo, mas que reflete muito a possível realidade de algumas polícias do mundo, inclusive a nossa.


Nota: 8,0

terça-feira, 28 de abril de 2009

A Troca

A Troca
(Changeling, 2008)


Direção: Clint Eastwood
Gênero: Drama
Duração: 141 minutos
Elenco: Angelina Jolie, John Malkovich, Colm Feore, Amy Ryan, Jeffrey Donovan, Michael Kelly.



Sinopse:

Los Angeles, 1928. Em uma bela manhã de sábado, a mãe solteira Christine Collins (Angelina Jolie) se despede do filho de nove anos, Walter, e sai para trabalhar. Quando ela volta, se depara com o pior pesadelo de uma mãe: seu filho desapareceu. Uma busca exaustiva e infrutífera tem início, até que, cinco meses depois, uma criança é trazida pela polícia, ávida em tirar proveito de um suposto reencontro. Atordoada pela quantidade de policiais, jornalistas e fotógrafos presentes e por suas próprias emoções, Christine é convencida a levar o menino para casa. Mas no fundo ela sabe que ele não é seu filho.

Análise:

O que se pode esperar de um filme de Clint Eastwood depois de tantas obras magníficas? Mais uma obra magnífica. A Troca é um filme baseado em fatos reais, retratando um ocorrido numa antiga Los Angeles, onde a corrupção e o fracasso contínuo da polícia deixavam a população desconfiada e a imprensa atiçada. Em cima desse conceito a história começa a se construir.
Em uma tentativa de reavivar a imagem positiva da polícia, o chefe geral entrega um falso filho desaparecido há mais de cinco meses, a uma mãe atordoada, que se deixa confundir por seus sentimentos abalados e põe seu próprio sentimento materno em xeque.
Mas o fato de ela sempre ter na cabeça que aquele garoto não era seu filho a faz continuar em frente na busca de seu verdadeiro filho, enfrentando a opinião pública, a polícia e todos a sua volta.
Uma atuação brilhante de Angelina Jolie, que provavelmente teve de se esforçar muito para reviver momentos de verdadeira agonia e sofrimento em sua jornada contra os órgãos públicos da cidade de Los Angeles, sendo taxada como mãe desnaturada, louca e outros adjetivos não tão bons.
O filme é um pouco grande, com mais de duas horas de duração. Mas isso não afeta o interesse pela trama, que com o andar da carruagem se torna além de um drama pelo busca de um filho desaparecido, um filme de tribunal, entre outros temas abordados.
A Troca é um filme grande em duração, mas também em qualidades. Nem todo mundo deve gostar, por ser um filme que exige muita atenção, além de ser de época, o que não agrada a todos, mas com certeza vale a pena arriscar. Em minha opinião um filme muito bom.


Nota: 8,5