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terça-feira, 28 de abril de 2009

A Troca

A Troca
(Changeling, 2008)


Direção: Clint Eastwood
Gênero: Drama
Duração: 141 minutos
Elenco: Angelina Jolie, John Malkovich, Colm Feore, Amy Ryan, Jeffrey Donovan, Michael Kelly.



Sinopse:

Los Angeles, 1928. Em uma bela manhã de sábado, a mãe solteira Christine Collins (Angelina Jolie) se despede do filho de nove anos, Walter, e sai para trabalhar. Quando ela volta, se depara com o pior pesadelo de uma mãe: seu filho desapareceu. Uma busca exaustiva e infrutífera tem início, até que, cinco meses depois, uma criança é trazida pela polícia, ávida em tirar proveito de um suposto reencontro. Atordoada pela quantidade de policiais, jornalistas e fotógrafos presentes e por suas próprias emoções, Christine é convencida a levar o menino para casa. Mas no fundo ela sabe que ele não é seu filho.

Análise:

O que se pode esperar de um filme de Clint Eastwood depois de tantas obras magníficas? Mais uma obra magnífica. A Troca é um filme baseado em fatos reais, retratando um ocorrido numa antiga Los Angeles, onde a corrupção e o fracasso contínuo da polícia deixavam a população desconfiada e a imprensa atiçada. Em cima desse conceito a história começa a se construir.
Em uma tentativa de reavivar a imagem positiva da polícia, o chefe geral entrega um falso filho desaparecido há mais de cinco meses, a uma mãe atordoada, que se deixa confundir por seus sentimentos abalados e põe seu próprio sentimento materno em xeque.
Mas o fato de ela sempre ter na cabeça que aquele garoto não era seu filho a faz continuar em frente na busca de seu verdadeiro filho, enfrentando a opinião pública, a polícia e todos a sua volta.
Uma atuação brilhante de Angelina Jolie, que provavelmente teve de se esforçar muito para reviver momentos de verdadeira agonia e sofrimento em sua jornada contra os órgãos públicos da cidade de Los Angeles, sendo taxada como mãe desnaturada, louca e outros adjetivos não tão bons.
O filme é um pouco grande, com mais de duas horas de duração. Mas isso não afeta o interesse pela trama, que com o andar da carruagem se torna além de um drama pelo busca de um filho desaparecido, um filme de tribunal, entre outros temas abordados.
A Troca é um filme grande em duração, mas também em qualidades. Nem todo mundo deve gostar, por ser um filme que exige muita atenção, além de ser de época, o que não agrada a todos, mas com certeza vale a pena arriscar. Em minha opinião um filme muito bom.


Nota: 8,5

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Orfanato

O Orfanato
(El Orfanato, 2007)


Direção: Juan Antonio Bayona
Gênero: Suspense/Drama
Duração: 100 minutos
Elenco: Belén Rueda, Fernando Cayo, Roger Príncep, Montserrat Carulla, Mabel Rivera.



Sinopse:

Laura é uma mulher que regressa com sua família ao orfanato onde cresceu. O local desperta a imaginação de seu filho, que começa a se deixar levar por jogos de fantasia cada vez mais intensos. Estes acontecimentos vão inquietando Laura a tal ponto, que chega a pensar que algo na casa está ameaçando sua família. A escalada de acontecimentos ainda mais perturbadores fará com que ela procure a ajuda de parapsicólogos, além da polícia e de seu próprio passado.

Análise:

O Orfanato é um bom filme de suspense. Com produção de Guillermo del Toro, que dirigiu filmes como O Labirinto do Fauno e A Espinha do Diabo, esta é mais uma obra com sua participação, porém, em meu ponto de vista, inferior às outras duas.
O Filme é um suspense que lembra os mais antigos, como os filmes de Hitchcock. Com padrão lento e mais parado, para envolver os espectadores na trama com maior profundidade. Em determinadas ocasiões achei que a trama realmente estava lenta demais, porém umas partes compensam outras.
Pra quem gosta de filmes com movimentação constante, talvez este não seja o suspense ideal, já que ele é bem parado mesmo. Não fosse pela trama interessante e diferente, que foge um pouco do tema de monstros e assassinos, mas sem fugir de espíritos e sobrenatural, o filme seria um pouco cansativo, mas mesma nas partes em que ficamos meio aflitos, a trama não nos deixa desinteresse algum.
De uma maneira ou outra, vale a pena esperar pelo desfecho da história. Realmente surpreendente e inesperado. O filme se faz valer só por ele, já que O Orfanato não deixa de ser um pouco cansativo, principalmente pelo complemento do espanhol falado de maneira muitas vezes acelerado. Convenhamos, espanhol não é dos idiomas mais bonitos de se ouvir.


Nota: 7,0