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quarta-feira, 6 de maio de 2009

O Suspeito

O Suspeito
(Rendition, 2007)


Direção: Gavin Hood
Gênero: Drama/Suspense
Duração: 122 minutos
Elenco: Jake Gyllenhaal, Reese Witherspoon, Meryl Streep, Peter Sarsgaard, Alan Arkin, Omar Metwally.



Sinopse:

O egípcio Anwar El-Ibrahimi (Omar Metwally), suspeito de ser terrorista, desaparece misteriosamente num vôo da África do Sul com destino a Washington. A esposa dele, a americana Isabella (Reese Witherspoon), viaja imediatamente para os Estados Unidos para descobrir as razões do desaparecimento do marido. Ao mesmo tempo, um agente da CIA começa a questionar seu trabalho, após testemunhar um método de interrogatório pouco ortodoxo numa base estrangeira. O interrogado, no caso, é justamente El-Ibrahimi.

Análise:

Um ótimo suspense político, bem ao estilo Leões e Cordeiros, porém melhor. Com uma vasta gama de personagens, e um elenco de gala, o diretor Gavin Hood divide o filme em três histórias diferentes, que se cruzam no caminho.
Uma é da família de Anwar, um egípcio que mora nos Estados Unidos e é detido por suspeita de contribuição com o terrorismo. Uma segunda trama é a de Douglas Freeman, um agente da CIA inexperiente, que luta contra seus próprios valores éticos e morais para interrogar o suspeito. Uma terceira trama é a da família Fawal, em que a filha foge com o namorado por causa da insatisfação do pai, que é exatamente o responsável pelos métodos de interrogatório usados em Anwar.
O filme têm inúmeros momentos surpreendentes, e mistura bem o drama da mãe e da esposa do suspeito, com uma boa movimentação de thriller. Com diálogos políticos interessantes, O Suspeito confronta diretamente os modelos americanos de combate ao terrorismo, e talvez por isso não tenha tido uma grande divulgação.
O elenco estrelar do filme também faz sua parte. Meryl Streep, mesmo com um papel bastante coadjuvante, tem mais uma atuação brilhante.
O filme é um pouco parado, com ação nas horas certas, mas os embates políticos, métodos de tortura e o drama vivído pela família de Anwar o deixam interessante. Um filme muito bom no meu ponto de vista, que nos faz refletir certas ações, ou simplesmente assistir um bom filme.


Nota: 8,0

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Guerra ao Terror

Guerra ao Terror
(The Hurt Locker, 2008)


Direção: Kathryn Bigelow
Gênero: Guerra/Drama
Duração: 130 minutos
Elenco: Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Guy Pearce, Ralph Fiennes, David Morse.



Sinopse:

Para um grupo de soldados americanos, alguns dias os separam do retorno para casa. Um período relativamente curto, se não fosse por tantas ocorrências que transformassem esse fim de jornada em um verdadeiro inferno. As forças armadas precisam de especialistas não só nos campos de combate mas também no dia a dia, na proteção do grupo contra insurgentes que promovem atentados, matando milhares de cidadãos. Conheça a dura realidade destes soldados e descubra que, ao contrário do que todos eles pensam, a luta jamais terminará.

Análise:

Com certeza esse é um filme de guerra diferente. Nada muito parecido com Rambo ou coisas do gênero, apesar de eu gostar de Rambo. Guerra ao Terror é um filme que mistura ação do cotidiano do exército americano com dramas pessoais e individuais. Um filme que mostra as necessidades e carências de cada um, e a fragilidade que mesmo um soldado armado pode sentir em meio a uma guerra tão cruel como a do Iraque.
Neste filme a história é contada através de um grupo de três oficiais do exército americano, pertencentes ao esquadrão anti-bombas. Com a estadia com os dias contados em terras iraquianas, o grupo precisa de pouco mais de um mês para voltar pra casa, mas o tempo não é tão curto como imaginamos em uma terra em guerra.
Os atentados terroristas, tão comuns na região, consomem as vidas dos oficiais aos poucos, levando-os a ficarem com os nervos à flor da pele.
Cada um dos personagens têm características e temperamentos diferentes, o que torna o convívio entre eles um desafio ainda maior, enfrentando seus medos e demônios.
O filme conta com atuações brilhantes, que mereceriam estar em um Oscar, e que fazer da trama sensível e catastrófica ao mesmo tempo. Dessa maneira, o longa ultrapassa os limites de um filme de guerra comum e ruma ao brilhantismo de um drama pessoal e ético.
Considero Guerra ao Terror um filme ótimo, mesclando ação no ponto certo com questões reflexivas e interpessoais.


Nota: 8,0

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Traidor

O Traidor
(Traitor, 2008)


Direção: Jeffrey Nachmanoff
Gênero: Drama/Policial
Duração: 114 minutos
Elenco: Don Cheadle, Guy Pearce, Neal McDonough, Saïd Taghmaoui, Jeff Daniels.



Sinopse:

Quando Roy Clayton, o competente agente do FBI (Guy Pearce), inicia as investigações sobre uma perigosa conspiração internacional, todas as pistas levam ao ex-oficial das Forças Especiais do Exército e especialista em explosivos, Samir Horn (Don Cheadle). Muçulmano convicto, ele é a figura taciturna e misteriosa que possui inúmeros contatos com grupos terroristas. Os investigadores do FBI acreditam que Horn esteja ligado a uma série de acontecimentos sucessivos, como o ataque a turistas na Espanha, a fuga em massa de uma prisão no Iêmen e o atentado à embaixada americana em Nice. Mas um emaranhado de contradições emerge, o que leva Clayton a questionar se Horn de fato está por trás de todas as ações ou se trata de algo muito mais profundo e complicado. Obcecado por desvendar a verdade, o agente do FBI vai perseguir Horn aonde quer que ele vá e descobrir um mundo repleto incoerências e de meias-verdades.

Análise:

O Traidor é um filme cheio de reviravoltas, e apesar de não ser um suspense convicto, deixa o expectador apreensivo e na defensiva, sem se arriscar com previsões precipitadas.
O filme mistura ação, suspense, policial e drama, tudo em uma trama bem elaborada que é tão peculiar nos filmes de hoje, o terrorismo.
Através da figura de um homem cujo pai morreu em um atentado, as conclusões são cada vez mais duvidosas sobre o real lado em que o protagonista está.
Por uma boa parte do filme, a figura de um anti-herói é explícita na tela, e o poder do personagem faz com que torçamos pra ele mesmo quando não é algo aprovável. Mas o grande detalhe do filme são mesmo as reviravoltas. Tudo parece sempre dar errado, deixando a vida e a consciência do protagonista cada vez mais complicadas.
O Traidor é mais um filme que mexe com valores religiosos e culturais, deixando uma postura reflexiva de até onde o errado pra uns é certo pra outros e vice-versa. Homens-bomba, atentados terroristas, tudo isso feito para acertar as contas com os infiéis, segundo as leis dos terroristas.
Em meio a tantos filmes que trabalham o tema acima, muito comuns e até repetitivos hoje em dia, este filme se destaca por mesclar gêneros e por suas guinadas na história, deixando quem assiste sem saber quem é o certo e quem é o errado da história por muito tempo. No meu ponto de vista um filme bom, que não desmerece o tempo de ninguém que queira assisti-lo.


Nota: 7,5

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Incendiária

Incendiária
(Incendiary, 2008)


Direção: Sharon Maguire
Gênero: Drama
Duração: 96 minutos
Elenco: Michelle Williams, Ewan McGregor, Matthew Macfadyen, Sidney Johnston.



Sinopse:

Uma mulher confusa e em crise em seu casamento se envolve em um romance com um jornalista local e bem sucedido. Em uma tarde, durante um dos seus encontros secretos enquanto seu marido e seu filho foram a um jogo de futebol, um terrível atentado terrorista muda o rumo de sua vida para sempre, deixando-a com uma mistura de crise pessoal e culpa por sua infidelidade.

Análise:

Incendiária é um tipo de filme que ninguém dá nada a princípio. Pouca divulgação, nenhum prêmio e um pouco apagado diante de tantas super produções. Porém, se engana quem acha que Incendiária é um filme fraco, muito pelo contrário.
Um mulher confusa, sem saber ao certo o que é melhor para sua vida, tendo a única certeza de que seu filho é sua única preciosidade. Envolvida em um caso proibido com um jornalista local, ela se afasta um pouco de seu marido e desperta desejos e sensações ocultos em seu íntimo. Mas o grande detalhe do filme, é que quando todos imaginamos que se trata de um filme sobre traição, descobrimos que ele vai bem além deste tema.
Um atentado terrorista tira as vidas de seu marido e filho, enquanto ela se envolvia em mais uma escapada.
Daí pra frente o filme se torna grandioso, lidando com o sentimento de culpa da personagem, a forma como sua vida continua, seus futuros envolvimentos e segredos ocultos de alguns personagens que podem ditar o propósito dos acontecimentos.
Um drama muito bom, que lida com sentimentos humanos ao limite, deixando sensações de alucinação e confusão interna. Mas com uma mensagem muito bonita de reconstrução e retomada de uma vida praticamente destruída. Tudo isso bordado por uma carta que a personagem escreveu a Osama Bin Laden após o atentado.


Nota: 8,5

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ataque Terrorista

Ataque Terrorista
(Shoot On Sight, 2007)


Direção: Jag Mundhra
Gênero: Drama
Duração: 112 minutos
Elenco: Naseeruddin Shah, Greta Scacchi, Alex McSweeney, Om Puri, Brian Cox.



Sinopse:

Nascido no Paquistão e casado com uma mulher de origem inglesa, o comandante Tariq é escalado para investigar um assassinato ocorrido no metrô de Londres, onde policiais mataram a tiros um muçulmano suspeito de ser terrorista. Depois que é descoberta a inocência da vítima, Tariq começa a sentir na pele o estigma do sangue paquistanês. Pela comunidade muçulmana, ele passa a ser visto como traidor. Os policiais da corporação onde trabalha, por sua vez, nutrem um ácido preconceito contra ele, gerando grandes obstáculos para encontrarem as respostas.

Análise:

Ataque Terrorista é um bom filme sobre preconceito, em um tema tão recorrente desde o atentado de 11 de setembro. O conglomerado de situações questionáveis tratadas no filme o deixam interessante e reflexivo, e nos faz pensar em até onde o receio e a prevenção são válidos em uma situação tão delicada. Durante as passagens de Ataque Terrorista, o preconceito contra o povo paquistanês e os muçulmanos em geral é o assunto foco, mas as linhas de raciocínio vão além desses limites e questionam este preconceito de várias maneiras, até um certo complexo do próprio povo vitimado, que mantém um sentimento de inferioridade e pré-julgamento de todas as opiniões.
O andamento do filme é meio cansativo, já que, além de bem independente, trata do assunto de uma maneira muito imaginativa, reforçado por apelos culturais e religiosos. De qualquer maneira o filme lida bem com assuntos como guerra santa, grupos de pensamento diferentes dentro da cultura muçulmana, preconceito, e os próprios atentados terroristas em sí.
Um filme para assitir e refletir muito, mas sem grandes emoções e sequências, que é onde ele deixa mais a desejar. Recomendo para quando não houverem outros filmes melhores para assistir.


Nota: 7,0