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sábado, 18 de julho de 2009

The Horsemen

The Horsemen
(The Horsemen, 2009)


Direção: Jonas Åkerlund
Gênero: Policial/Suspense
Duração: 110 minutos
Elenco: Dennis Quaid, Ziyi Zhang, Lou Taylor Pucci, Clifton Collins Jr., Barry Shabaka Henley.



Sinopse:

Um investigador criminal, recentemente viúvo, passa a trabalhar em um caso envolvendo mutilações e tortura, relacionado à lenda dos quatro cavaleiros do Apocalipse, da Bíblia. Ao mesmo tempo, deve aprender a lidar com seus filhos, que sentem a falta da mãe e da companhia do pai, envolto no trabalho.

Análise:

"The Horsemen" volta ao tão tratado assunto dentro do gênero policial, os assassinos seriais. Com uma linha de racioocício que lembra "Seven - Os Sete Crimes Capitais", este filme consegue ser um bom suspense também, mas claro que o seu concorrente ainda fica muitos pontos à frente.
A trama se baseia em um novo Serial Killer que mata utilizando provérbios do Apocalipse. Como se o fim do mundo realmente estivesse chegado a Terra. Dentro de seu modo de agir, eles recriam situações de sofrimento e encarnam os personagens dos quatro cavaleiros do Apocalipse.
Durante algum tempo o filme é cansativo, mas não por falta de ação, mas por repetir demais o assunto, sem fluir para elementos novos ou uma variação na história.
Correndo paralela à trama, está a vida da família Breslin, que é a única variação do tema principal. O detetive Aidan é frequentemente chamado ao trabalho, e, por isso, deixa de lado os filhos quase sempre, criando uma situação de abandono familiar.
De volta ao assunto principal do filme, "The Horsemen" consegue ser instigante e interessante, mas em algumas ocasiões é muito previsível e entediante também, principalmente devido ao fato de que quase todo o tempo a trama se repete.
Os métodos utilizados pelos assassinos, já que são mais de um, são bastante torturantes e sofridos, e sempre com um motivo para escolher as pessoas.
Mesmo com algumas partes chatas e sem conseguir chegar aos pés do filme que abriu as portas para o gênero, este novo filme policial é bom, instigante e com um final bem elaborado e surpreendente, apesar de um pouco previsível para alguns.
Em homenagem ao filme no qual "The Horsemen" provavelmente se inspirou, a nota dele é "7".


Nota: 7,0

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Cativeiro

Cativeiro
(Captivity, 2007)


Direção: Roland Joffé
Gênero: Suspense/Terror
Duração: 96 minutos
Elenco: Elisha Cuthbert, Daniel Gillies, Pruitt Taylor Vince, Michael Harney.



Sinopse:

Ficar presa em uma cela sem saber onde está nem porque foi presa. É assim que acorda Jennifer, a bela e conhecida top model. Assustada com a situação, ela tenta descobrir o que está acontecendo. O clima é apavorante. Aos poucos se revela que Jennifer não está sozinha. Na sala ao lado um rapaz também luta desesperado pata ver a luz do sol. Os dois somam forças, mas em vão. O local é um bunquer de concreto repleto de armadilhas mortais e cada erro pode custar uma vida.

Análise:

A cada filme que assisto com Elisha Cuthbert, descubro que ela não tem muito mais a oferecer além de sua beleza. Depois de "A Casa de Cera" e mais alguns filmes de baixa divulgação, "Cativeiro" mantém a mesma linha de suspense, mas sem conseguir alçar grandes voos.
O filme começa já dentro do cativeiro, uma casa com paredes de concreto cru em todos os cantos, com câmeras espalhadas e pouca iluminação. Desta maneira os personagens começam com uma apresentação superficial, apenas por imagens e dedução. O clima dentro do cativeiro é de agonia. O sequestrador é muito sádico e misterioso, ficando escondido até quase o fim do filme.
Após um tempo de cárcere, Jennifer (Elisha Cuthbert) descobre que não está sozinha. Em uma cela ao lado está Gary (Daniel Gillies), um outro sequestrado que sofre o mesmo que a modelo. Com o desenrolar da história os dois vão se conhecendo melhor e criando um relacionamento quase de auto-ajuda. Mas as coisas fogem um pouco da realidade quando a modelo, que é uma celebridade internacional, inicia um relacionamento amoroso com o rapaz dentro do cativeiro. Tudo bem que podemos imaginar que a situação levou a isso, o medo e a solidão. Mas mesmo assim é algo inimaginável diante das condições. Ele é um suposto chofer de carro, pobretão e anônimo, além de toda a situação de cárcere e das câmeras filmando o tempo todo. Mesmo com todos esses poréns, os dois se envolvem e inclusive têm relações sexuais dentro dessa prisão.
O filme acaba sendo muito cansativo, insistindo demais em uma trama boba e sem graça. Os acontecimentos são muito fora da realidade, e falta ligação entre os fatos. Os detetives por exemplo, chegam até a casa do sequestrador sem descobrir nada. Sabem que ele usa aparato digital simplesmente por passarem em frente a uma loja de eletrônicos.
Tudo isso, com o agravante de um final que tenta ser surpreendente mas não consegue, deixa "Cativeiro" ainda mais dispensável e fraco.


Nota: 4,0

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Jogos Mortais 5

Jogos Mortais 5
(Saw V, 2008)


Direção: David Hackl
Gênero: Suspense/Policial
Duração: 92 minutos
Elenco: Julie Benz, Meagan Good, Shawnee Smith, Tobin Bell, Scott Patterson, Costas Mandylor, Betsy Russell.



Sinopse:

Hoffman (Costas Mandylor) é o único sobrevivente que pode dar continuidade ao legado do assassino Jigsaw (Tobin Bell). Para isso ele tenta de todas as formas manter sigilo sobre o fato. Mas quando seu segredo se vê ameaçado, Hoffman não medirá esforços para eliminar aqueles que entram em seu caminho.

Análise:

Sempre achei os filmes da série "Jogos Mortais" muito fracos. Com uma trama muito ruim e excesso de violência. Mas não posso julgar o filme por isso, já que é exatamente essa a intenção dele, chocar pela violência sádica.
Este quinto filme da série consegue ser, de longe, o pior de todos. Com a já tradicional falta de história, este faz uma reconstituição dos últimos dias de vida do assassino Jigsaw, enquanto ele recrutava o agente Hoffman para seguir com seu legado. Então a história deste filme é uma junção das histórias antigas com os últimos acontecimentos se repetindo em outra visão.
Logo no princípio de "Jogos Mortais 5" o expectador já fica sabendo quem é o novo assassino, e por conta disso o suspense por trás do matador deixa de existir. A perseguição começa depois que um outro agente do FBI suspeita da identidade de Hoffman, e começa a juntar peças que o levam até ele.
A trama em si é apenas isto, um agente em busca do outro, enquanto as histórias do passado vão sendo reveladas como flashes do agente Strahm. Paralelo a isso, um novo jogo é montado com cinco pessoas que fizeram algo de errado com as vantagens que tinham na vida. Uma espécie de jogo de estágios, em que sempre um precisa morrer para que todos avancem para a próxima câmara.
Nada salva neste filme. A história nem é preciso comentar, muito ruim mesmo. E as famosas armadilhas de Jigsaw também estão muito inferiores do que as primeiras. O elenco péssimo, e atuações quase amadoras.
Têm certos filmes que realmente não sabem a hora de se aposentar.


Nota: 3,5

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O Suspeito

O Suspeito
(Rendition, 2007)


Direção: Gavin Hood
Gênero: Drama/Suspense
Duração: 122 minutos
Elenco: Jake Gyllenhaal, Reese Witherspoon, Meryl Streep, Peter Sarsgaard, Alan Arkin, Omar Metwally.



Sinopse:

O egípcio Anwar El-Ibrahimi (Omar Metwally), suspeito de ser terrorista, desaparece misteriosamente num vôo da África do Sul com destino a Washington. A esposa dele, a americana Isabella (Reese Witherspoon), viaja imediatamente para os Estados Unidos para descobrir as razões do desaparecimento do marido. Ao mesmo tempo, um agente da CIA começa a questionar seu trabalho, após testemunhar um método de interrogatório pouco ortodoxo numa base estrangeira. O interrogado, no caso, é justamente El-Ibrahimi.

Análise:

Um ótimo suspense político, bem ao estilo Leões e Cordeiros, porém melhor. Com uma vasta gama de personagens, e um elenco de gala, o diretor Gavin Hood divide o filme em três histórias diferentes, que se cruzam no caminho.
Uma é da família de Anwar, um egípcio que mora nos Estados Unidos e é detido por suspeita de contribuição com o terrorismo. Uma segunda trama é a de Douglas Freeman, um agente da CIA inexperiente, que luta contra seus próprios valores éticos e morais para interrogar o suspeito. Uma terceira trama é a da família Fawal, em que a filha foge com o namorado por causa da insatisfação do pai, que é exatamente o responsável pelos métodos de interrogatório usados em Anwar.
O filme têm inúmeros momentos surpreendentes, e mistura bem o drama da mãe e da esposa do suspeito, com uma boa movimentação de thriller. Com diálogos políticos interessantes, O Suspeito confronta diretamente os modelos americanos de combate ao terrorismo, e talvez por isso não tenha tido uma grande divulgação.
O elenco estrelar do filme também faz sua parte. Meryl Streep, mesmo com um papel bastante coadjuvante, tem mais uma atuação brilhante.
O filme é um pouco parado, com ação nas horas certas, mas os embates políticos, métodos de tortura e o drama vivído pela família de Anwar o deixam interessante. Um filme muito bom no meu ponto de vista, que nos faz refletir certas ações, ou simplesmente assistir um bom filme.


Nota: 8,0